Dualismo poético
Por que as vezes sou o mar
E outras só uma gota?
E meu céu é tão aberto
Mas fechado, logo depois
Sentir tanto, sentir nada
Enjoo, confusão, angústia
Por que as vezes quero uma curta noite
E outras, dormir uma longa?
Tem alguém aí?
Minha mente prega peças!
Mas nunca fui boa com jogos
E nem sempre consegui o primeiro lugar
Só quero um bom lugar para ficar
Encontrar a certeza, a firmeza, felicidade
E se tudo for relativo
Com o que eu vou ficar?
Por que sou o universo?
E logo depois, a utopia?
Se não vejo, não sei, não conheço
O fim último não pode ser
Senão a poesia
Comentários
Postar um comentário